Os 7 erros mais comuns que você deve evitar em uma redação da FCC

Erro nº 1 – A estética do prejuízo

O maior problema estético das provas abertas em concurso é a letra pouco ou nada legível. Parece que estamos falando algo bem óbvio, mas, considerando em especial nossa era digital, não o é.
Hoje os antigos cursos de caligrafia estão sendo “ressuscitados” graças à percepção que muitos candidatos já estão tendo sobre a grafia ilegível que possuem.
O advogado Roberto Teles, por exemplo, que tentava passar em concurso para juiz, sempre foi muito estudioso e chegou à conclusão de que não lhe faltavam exatamente mais conteúdos, porque os problemas do seu texto não estavam nos argumentos.
Depois de muito sofrer com a negativa nas discursivas, descobriu que prejuízo na nota das provas originava-se sempre do fato de que examinadores não conseguiam entender o que estava escrito nas suas respostas. Conclusão: ele não pensou duas vezes e se matriculou em um curso de caligrafia para dar fim ao problema. Situação contornada: ele foi aprovado no concurso seguinte.
Então, amigos, a lição do Roberto serve para todos. Façam uma autocrítica sobre o formato da letra de vocês. Para isso, recomendamos um teste simples: peçam a algum colega ou a algum professor para ler em voz alta um parágrafo inteiro escrito por vocês. A depender da velocidade da leitura ou da presença/ausência de truncamento (gagueira) na leitura alheia, você saberá na exata medida se está precisando melhorar a sua letra.
Vale lembrar o seguinte: exclusividade para letra cursiva em concursos é mito. Você pode escolher a forma da sua letra à vontade, poderá inclusive misturar cursiva com letra de forma. O importante é entregar letras cristalinas para o examinador, porque ele não pode e não deve perder tempo com ilegibilidades.

Erro nº 2 – A leitura incorreta do tema

A FCC pode trazer tema isolado, em formato de frase, ou pode trazer tema implícito em texto. Identificar essa diferença temática é simples: quando não há a frase isolada após o enunciado da discursiva, o tema é derivado do texto ou dos textos que precedem o comando da prova.
No caso de o tema estar implícito em um ou mais textos, recomendamos que você leia o texto e grife suas ideias centrais. Na redação, recupere partes do texto e siga promovendo um debate entre parcelas do conteúdo do texto e suas reflexões sobre elas.
Então, surge a dúvida de muitos: “podemos copiar o texto”?
Gente, quando o texto é a fonte temática, será preciso sim extrair partes dele para associá-las às nossas reflexões favoráveis ou não a tais partes.

Erro nº 3 – A introdução pouco eficaz

Não vamos perder tempo com o que é ineficaz.
Vamos aprender o correto: uma introdução eficaz para a FCC é aquela que aborda objetiva e precisamente o tema. Isso significa retomar palavra chave do tema ou dos textos (quando estes simbolizam o tema). Mas você não pode achar que a retomada de palavra-chave do tema é suficiente para confeccionar uma introdução eficaz.
A introdução, além de servir para esse trabalho objetivo, deve apresentar, em síntese, a estrutura da dissertação. Trata-se de uma herança que ganhamos das antigas epopeias clássicas (poemas que contam feitos de um herói ou de um povo). Nas antigas epopeias, o aedo (narrador) fazia da introdução ou da proposição (melhor nome) meio de apresentação do conteúdo do poema.
Então, amigos, na abertura do texto, além de mencionar os termos substanciais do tema, apresentem resumidamente suas principais ideias, de modo que o examinador tenha noção do que será desenvolvido em seu texto.

Erro nº 4 – Falta de planejamento

[...]
Infelizmente, quando deixamos a redação por último, temos que correr contra o tempo previsto para o encerramento do concurso. Basicamente esse pode ser visto como o maior erro cometido pelos candidatos, porque um texto precisa de planejamento, para que ele ganhe lógica, clareza e coerência.
Sem planejamento, ou seja, sem esquematizar os títulos que queríamos dar a este artigo, por exemplo, ele ficaria pouco produtivo, pouco eficiente.
Então, antes de começar sua redação, faça como seus professores: pense no que quer resumir na introdução. Se você trabalhar bem a introdução, estará garantindo 50% do valor da redação, porque terá uma noção exata de como irá distribuir o assunto no correr do texto.
Depois de planejar a introdução, pelo menos anote quais meios de prova ou de defesa argumentativa que quer empregar para que seu texto ganhe força de persuasão. Aproveite também para promover uma escala cartesiana na argumentação: apresente em primeiro plano suas ideias e provas mais fortes, deixando sempre por último as mais fracas.

Erro nº 5 – Fontes argumentativas débeis

Argumentos extraídos do nosso conhecimento de mundo, do que vemos na TV, do que lemos nos famosos jornais e revistas semanais, nos portais “batidos” da internet, infelizmente hoje têm pouco valor para a FCC. Na verdade, a banca refuta essas ideias, porque as considera “vazias” e pouco reflexivas. É um mal da nossa época midiática e a FCC inclusive trouxe este assunto para a prova de redação do TRT da 3ª região (técnico), em 2015.
Somos “bombardeados” com muita informação sem reflexão, por falsas verdades, jogos da mídia capitalista, denuncismos que “engolimos” sem fazer a “mastigação mental” necessária sobre a finalidade de tudo o que lemos.
Observem que os temas da FCC hoje são reflexivos e considerados difíceis para a maioria dos candidatos. A banca aborda assuntos como relações de alteridade, conteúdos da literatura contemporânea, problemas gerados pelo consumismo, papel da arte engajada etc.
Ela tem feito um verdadeiro filtro para peneirar candidatos nos processos seletivos. Mas aí você se pergunta como superar isso. Se você não dispõe de tempo para leituras mais consistentes, talvez seja a hora de investir em cursos que trabalham bem esses conteúdos clássicos da FCC. Do contrário, ficará difícil superar a prova de redação, porque realmente a banca, há anos, não solicita mais assuntos que sejam meramente atualidades midiáticas.
[...]

Erro nº 6 – Circularidade

Uma redação precisa avançar, ou seja, crescer em sua argumentação. Todavia, quando escrevemos um texto sem planejá-lo, é comum que nossa escrita caia em circularidade.
A circularidade aparece principalmente quando abordamos um assunto, ingressamos em outro e voltamos ao assunto anterior com a intenção inocente de complementá-lo.
Até concordamos que existem ótimos textos com circularidade, mas é preciso ter o dom da escrita para que a circularidade não seja mera repetição ou imprecisão discursiva.
O certo e o seguro é você começar uma ideia argumentativa e finalizá-la mesmo, antes de avançar para uma segunda ideia.
Em resumo, evite voltar a assuntos que você já apresentou em alguma passagem anterior do seu texto.

Erro nº 7 – Desconhecer a função da conclusão

Concluir um texto é sintetizar de modo inteligente suas ideias. Quando falamos sobre resumir, sintetizar, estamos falando em reiteração, mas isso não significa cópia do que você já escreveu. É preciso usar bem sua amplitude vocabular e mesclar parte do que você já anotou com alguma reflexão final, mas sem fazer que esta transpareça argumento novo.
As falhas clássicas de conclusão, em concurso público (há diferença em redações para o Enem, por exemplo), são as seguintes: deixar perguntas em aberto ou deixar frases esperançosas ou românticas que aparecem como soluções simplórias para problemas complexos que foram apresentados no texto.

Fonte: https://www.pontodosconcursos.com.br/artigos3.asp?prof=232 – Profa. Júnia Andrade e prof. Marco Antônio



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Veja loucuras que não devem ser feitas na hora de estudar para concursos

Para serem aprovadas em um concurso público, as pessoas cometem loucuras. Ou será que nem sempre o que parece estranho é, de fato, sem razão?

Veja abaixo algumas atitudes comuns e suas consequências para o projeto:

PARA GANHAR TEMPO

Acordar de madrugada para estudar
Se você acaba as tarefas do dia às 22h, morto (a) de cansaço, talvez seja mesmo mais produtivo dormir cedo para acordar às 5h, por exemplo, e fazer um turno de 2 horas de estudo.

Virar a noite estudando
De jeito algum! O rendimento é muito pequeno, vai comprometer o estudo do dia seguinte, e o que foi estudado não será adequadamente assimilado, porque o cérebro precisa de 6 horas de sono, no mínimo, para gravar as informações. Sem contar a irritação que vai acompanhar todo o seu dia seguinte.

Tomar energético à noite para ampliar o tempo de estudo
O efeito imediato pode parecer interessante, mas depois o sono será comprometido e tudo se complica.
Alternativas menos danosas seriam: “beliscar” alguma coisa; andar um pouco pela casa; ler em voz alta; fazer exercícios da matéria, em vez de estudar teoria.

Comer enquanto estuda
Ajuda mesmo, porque reduz um pouco a ansiedade. Mas é preciso cuidado. Pipoca, por exemplo, ajuda e não engorda. Fruta também é excelente. Mas, ok, para um biscoito ou outra bobagem, desde que, no geral, você tenha uma boa alimentação.

Estudar deitado na cama ou no sofá
Hum… péssima ideia. O corpo relaxa, o aprendizado fica comprometido e o sono, provavelmente, vai chegar. A única possibilidade de fazer isso é como “bônus”, fora do horário de estudo, para uma revisão rápida, por exemplo.

Pesquisas intermináveis sobre técnicas de estudo
Consomem um tempo enorme e são desnecessárias. Estudar significa: ler a teoria, fazer exercícios (com consulta, de preferência) e preparar um bom material para revisões futuras (que será melhorado aos poucos). Depois, resolver provas anteriores e refinar os pontos fracos.

Claro que há variações, mas você vai naturalmente encontrar o seu jeito com a prática e a continuidade. Não há técnica perfeita e o tempo é artigo de luxo para quem se prepara para concurso. Gaste com moderação.

PARA MEMORIZAR

Pregar papeizinhos ou cartazes pela casa com fórmulas e detalhes da matéria

Pode parecer maluquice ou, no mínimo, estranho, mas funciona mesmo. Coloque em locais estratégicos que serão vistos ao longo do dia – espelho do banheiro, em frente ao vaso sanitário, na porta do guarda-roupa, etc.

É interessante usar papéis de mesma cor para temas similares (por ex. fórmulas de matemática ou princípios de direito).

Vale ter cuidado para não poluir: escolha alguns poucos detalhes e cole pela casa até memorizá-los. Depois, substitua por outros.

Fazer questão de explicar para outras pessoas o que aprendeu (mesmo que não estejam estudando para concurso)

É um excelente recurso. Aliás, você pode explicar até mesmo para um animal ou para a parede. Quando a gente precisa expor algo em palavras, organiza melhor o pensamento e fixa o conteúdo. Além de perceber se há alguma lacuna no conhecimento daquele tópico.

TÉCNICAS DE ESTUDO

Gravar a aula e ficar ouvindo
O tempo do candidato é curto e uma aula de 3 horas consome mais do que isso para ser ouvida, caso você faça pausas para anotações ou para entender melhor. O problema aumenta porque a aula presencial também tem perguntas de alunos (que o microfone não capta) e alguns desvios do tema, que fazem parte da dinâmica para manter o interesse dos alunos.

Com isso, se todas as aulas forem ser repassadas, o tempo gasto não corresponderá ao conhecimento adquirido.

A medida é válida para uma matéria em que você esteja com muita dificuldade. Em relação às outras, é melhor copiar a matéria durante a aula e, em casa, fazer a leitura das anotações do caderno com o apoio do livro. Será muito mais rápido e produtivo.

De resto, só vale para momentos em que você não poderia estar estudando, como no transporte, por exemplo. Vai funcionar como “bônus de estudo”.

Passar caderno a limpo
Caímos no mesmo problema anterior: o tempo gasto não corresponde ao aprendizado e você fica sempre “correndo atrás da matéria”, em vez de estar estudando de verdade para a aula seguinte.

Então, exceto em casos excepcionais, em que alguma aula tenha ficado muito confusa e precise ser recopiada, o ideal é criar o hábito de já copiar de forma limpa e organizada enquanto o professor fala. Com o tempo isso vai se tornando mais fácil.

Escrever pulando linhas e deixando algum espaço facilita a inclusão de algum detalhe que seja necessário depois, além de dar melhor impressão na hora de estudar. Usar caneta de 2 cores e lápis também ajuda.

Maratona de 1 matéria durante uma semana ou feriadão

Excelente recurso para alavancar uma matéria que esteja muito difícil ou que seja muito longa. Você estuda somente uma matéria durante vários dias e, com isso, passa a ter mais domínio sobre ela.

Só não pode fazer isso durante um tempo longo (não mais do que uma semana), para que as outras disciplinas não sejam esquecidas.

Estudar 10 horas por dia
Perfeitamente possível, se você dispõe desse tempo. Para quem está trabalhando, isso só é possível nos fins de semana, feriados ou férias.

É fundamental que isso seja feito com equilíbrio. Caso contrário, é “tiro no pé”. Durma pelo menos 6 horas, respeite os horários de refeição e faça pausas de 15 minutos a cada hora e meia ou 2 de estudo, com pausas maiores no fim da manhã e da tarde (aproveite para comer).

Mais uma coisa: é preciso algum condicionamento físico e mental para conseguir manter a concentração durante tanto tempo. Portanto, não é tarefa para iniciante mas, aos poucos, todo mundo consegue.

Estudar de segunda a segunda
Não é uma boa ideia. O corpo e a mente vão suportar durante um tempo, mas fatalmente deixarão de render depois de algumas semanas. O pior é que você tem grandes chances de adoecer pelo excesso de pressão.

Portanto, reserve um dia (se não for mesmo possível, pelo menos a tarde e a noite de um dia) para descanso e lazer, e aproveite para recarregar as baterias. É combustível para seguir estudando semana após semana, não importa o tempo que vá levar até a aprovação.

Estudar cada disciplina até acabar toda a teoria para depois começar outra
Não funciona. Os concursos cobram, em geral, de 6 a 20 matérias, conforme o grau de complexidade. Se você quiser estudar cada uma até o fim, quando voltar à primeira não vai lembrar o que estudou, porque terão se passado muitos meses.

É melhor organizá-las como um time, estudando uma por dia (ou 2, se você tiver mais tempo). Tente distribuí-las de modo a ver todas a cada semana ou, no máximo, a cada quinzena.

No caso de concursos com muitas disciplinas (em torno de 20), vale criar subgrupos e começar com as básicas, para depois incluir outras.

Trocar de matéria a cada 30 minutos
Todo mundo precisa de um tempo inicial para conseguir plena concentração. Por isso, se a troca de matéria é muito rápida, o estudo rende pouco. Quando você está começando a estar totalmente ligado naquele assunto, já será hora de trocar.

Considero uma hora e meia um tempo razoável para a troca. Mas ainda prefiro estudar um tempo maior cada disciplina (3 horas, com intervalo no meio), para sentir que efetivamente avancei na matéria.

Fazer centenas de exercícios ou provas anteriores
Os exercícios são um excelente recurso para fixar os conteúdos e ganhar agilidade na hora de responder as questões de prova. No início, podem ser feitos com consulta, para facilitar o entendimento da matéria.

Depois de estudada toda a teoria, a resolução de questões de concursos anteriores garante muita segurança ao candidato, porque se familiariza com o que costuma ser cobrado e com o estilo de questões.

Deixar o celular ligado enquanto estuda
Por mais que você diga que não vai atrapalhar, mesmo o som de mensagem entrando ou o zumbido de ligações comprometem muito a atenção e o rendimento do estudo.

Pense que, naquele momento, você precisa de foco. E, a não ser que tenha alguém da família (filhos ou pais idosos) dependendo de você, nada é tão urgente que não possa esperar o intervalo do estudo.

Deixar o computador aberto enquanto estuda
Mesma situação do celular. As mensagens pulando tiram totalmente a atenção. Estudo é estudo, de preferência diante de uma mesa grande onde só estarão os materiais referentes à disciplina daquele horário e o seu estojo.

Por isso estudar em bibliotecas é tão produtivo. Experimente!

Não fazer atividade física para não gastar tempo
Mesmo com tempo curto, uma caminhada de 40 minutos, 3 vezes por semana faz muito por você e pelo seu cérebro. Potencializa o aprendizado, melhora a qualidade do sono e reduz o estresse. Tudo a favor da sua aprovação.

ESTRATÉGIAS

Estudar em casa, sem cursos ou consultoria
Eu conheço algumas pessoas que foram aprovadas, mesmo em concursos bastante difíceis, estudando sozinhas. Mas é preciso muita disciplina e capacidade de lidar com o desconhecido.

Por outro lado, cursos e consultorias mostram o “caminho das pedras” para você ir direto ao ponto. Em tempos em que os concursos estão cada vez mais difíceis, mais concorridos e mais profissionalizados, acho interessante ter uma boa orientação.

Pedir demissão para ficar só estudando
Atitude um pouco perigosa, se não for muito bem pensada. A aprovação não tem tempo certo para acontecer. Portanto, pense em como vai se sustentar até lá. Se alguém puder ajudar, ótimo. Só ponha também na conta que provavelmente vai haver alguma pressão.

Mas, pode ser válido, porque obviamente, você terá muito mais tempo livre. Cuidado também para não deixar o tempo escoar, pelo fato de ele deixar de ser tão escasso.

Trabalhar, fazer faculdade e estudar para concurso
Para ser aprovado, é preciso tempo para estudar. Se você não dispõe de tempo, vai viver exausto, provavelmente vai ser muito difícil ter qualidade nas três atividades e, em consequência, a aprovação vai demorar um bocado.

Pense em concluir a faculdade e depois se preparar para concurso. Ou o inverso: trancar a faculdade, dedicar-se ao concurso e, quando for aprovado, retornar à faculdade. Não parece mais sensato?

Deixar de estudar as matérias que sabe bem
Se você sabe muito bem uma disciplina, ótimo! Conquiste a excelência. Faça muitos exercícios e provas para garantir que vai acertar todas (ou quase) as questões. É muito bom ter a possibilidade de muitos pontos garantidos – pode significar a aprovação.

Não fazer concurso que tenha matérias que nunca viu
Esse é um medo que muitos candidatos têm. No entanto, a gente passa a vida toda aprendendo matérias novas na escola. Assim, não fuja de matérias desconhecidas, desde, é claro, que você tenha tempo de estudá-las.

Fazer todos os concursos que surgirem
Não é uma boa ideia, a não ser que os concursos sejam da mesma área e cobrem um grupo grande de matérias iguais.

Fora disso, é apenas ansiedade que vai levar você muitas vezes para o “fim da fila”, sempre que tiver de estudar todas as matérias novas, em vez de aproveitar a cada novo edital o que já estudou para o anterior.

Começar a estudar depois do edital publicado
Muita gente faz assim, porque é quando se empolgam com o projeto. O ruim é que o tempo entre o edital e a prova é curto (em torno de 2 meses) e insuficiente para aprender tudo o que é necessário.

Então, se você já fez isso, agora tente se organizar, escolher uma área de concursos que seja do seu interesse e estude as matérias básicas, mesmo sem edital. Você vai aumentar muito as chances de aprovação, porque já estará bem adiantado quando o edital sair.

Estudar em véspera de prova
O dia da prova é exaustivo para o candidato. Se você já chega cansado por ter estudado na véspera, a possibilidade de estar com as melhores condições de concentração, atenção e memória fica reduzida. E o raciocínio, tão necessário para a resolução das questões, também fica muito comprometido.

Eu recomendo um dia de descanso e lazer na véspera da prova, para você estar bem no dia da sua maratona.

Desistir quando é reprovado
As reprovações fazem parte do projeto concurso público. Esteja ciente e não se assuste com isso. A cada nova prova, você fica mais maduro, entende melhor as suas falhas e pode corrigi-las para o concurso seguinte.

A sua hora vai chegar, acredite. Mas é preciso se manter na estrada.

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/post/veja-loucuras-que-nao-devem-ser-feitas-na-hora-de-estudar-para-concursos.html



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Está com dificuldades em português, exatas ou direito? Saiba como estudar

Ser aprovado em concurso público é algo que requer uma preparação quase profissional. São cobradas muitas disciplinas, com conteúdos na maioria extensos. Isso obriga o candidato a enfrentar áreas de conhecimento que nem sempre são de seu domínio ou, muitas vezes, são o inverso – pontos fracos da sua formação estudantil.

O fato de uma matéria nunca ter sido vista não deve causar uma reação negativa, porque passamos por isso várias vezes durante a nossa vida escolar. No início, pode parecer que a gente não é capaz de compreender quase nada, e as informações escapam da mente. É uma sensação que assusta muito e causa uma impressão de incapacidade. Mas é só uma impressão, vai passar com o tempo e a continuidade do estudo.

Fazer exercícios logo após a leitura de um assunto, com consulta ao material de apoio, ajuda a compreender e inicia o processo de fixação, mesmo que de forma superficial. Elaborar fichas-resumo com as principais informações e fazer revisões periódicas também são recursos que aprofundam o conhecimento e a retenção do conteúdo.

Mas há situações em que, mesmo a leitura mais atenta não permite a perfeita compreensão. Nesse caso, há dois caminhos.

Se o problema estiver restrito a um tópico da matéria, siga adiante. É mais produtivo ir até o fim da teoria da disciplina e depois voltar para “desatar os nós” que ficaram, do que gastar um tempo enorme (e boa parte da motivação) preso a uma pequena parte do conteúdo. Muitas vezes, o conhecimento global adquirido vai facilitar a compreensão daquele assunto que parecia tão difícil.

Se a dificuldade de compreensão estiver em determinada disciplina, tente refazê-la a partir de outra fonte de estudo – módulo da matéria com outro professor ou livro de outro autor. O simples fato de ter uma nova abordagem, em geral, permite que o candidato enxergue aspectos que estavam confusos. Mesmo que não seja suficiente para superar todas as dificuldades, certamente será dado um importante passo para o domínio daquela matéria.

Em todas as disciplinas, depois de concluído o estudo da teoria, é essencial resolver provas de concursos anteriores, para conhecer o estilo das questões e testar o nível de conhecimento que o candidato possui. Pode ser preciso aprofundar alguns tópicos ou incluir outros, que não tenham feito parte do conhecimento básico.

De acordo com a disciplina, é indicado realizar um trabalho específico para superação de pontos fracos. Veja os principais casos abaixo.

MATÉRIAS DE EXATAS (matemática, raciocínio lógico, estatística, etc)

Aqui encontramos a maior parte das queixas dos candidatos. Alguns preferem até escolher concursos que não cobrem este tipo de disciplina, mas é melhor enfrentar o problema do que fugir dele. Caso contrário, a possibilidade de concursos se restringe muito.

O ponto de partida de toda matéria é o entendimento da teoria. Mas, na prática, este tipo de matéria exige: compreensão de problemas, conhecimento de fórmulas, saber “o que usar quando”, e base de matemática.

1 – Rever conteúdos básicos de matemática
Observamos que muitas vezes o que está incompreensível não é o assunto novo, mas conteúdos básicos de matemática – por vezes até mesmo como fazer multiplicação e divisão com vários algarismos ou contas com frações. Isso é bastante comum, até porque muitos candidatos estão afastados dos bancos escolares há mais de uma década. Então, primeiro passo: rever esses assuntos e relembrar pequenos cuidados necessários. Isso pode ser feito utilizando-se um livro de escola. [...]

O tempo dedicado a relembrar – e exercitar muito – esses conteúdos, permitirá que o candidato ganhe segurança quando se deparar com conteúdos mais complexos e rapidez na hora dos cálculos. Portanto, é tempo muito bem empregado.

2 – Praticar muito
O estudo das matérias exatas, mais do que qualquer outra, requer prática. E o melhor caminho é fazer muitos exercícios simples. Só depois que o candidato tiver muita facilidade (a solução passa a ser automática) deverá passar para outros mais complexos.

3– Reescrever a fórmula a cada problema
Um bom método para memorizar as fórmulas é escrever a que será utilizada a cada novo exercício. Assim elas serão fixadas definitivamente.

4 – Reler o enunciado
Há mais um detalhe a comentar na solução de problemas de matemática e afins. Por vezes, o problema exige tantas contas que, no final, o candidato esquece o que havia sido pedido no enunciado. Por isso, é fundamental reler o comando da questão antes de marcar a resposta. Pode faltar uma operação simples para concluir corretamente o problema.

MATÉRIAS DE DIREITO

Pode assustar um pouco, pelo fato de nunca ter sido estudada pelo candidato (exceto pelos formados na área). Mas, como qualquer outra, pode ser perfeitamente compreendida. Com a vantagem de fazer parte do nosso dia a dia como cidadão.

1 – Fonte de estudo
Cuidado para não utilizar material de faculdade, porque é mais complexo e inclui temas e debates que não interessam ao candidato de concurso. Um bom livro voltado para concurso público terá uma abordagem mais simples para quem não é da área, apresentando os assuntos de forma mais adequada ao candidato.

2 – Localizar o direito
Para compreender uma disciplina de direito, o passo inicial deve ser situar o ramo do direito que está sendo estudado em relação à estrutura geral do direito.

3 – Teoria e leis
Estudar a teoria e depois ler o assunto no texto da lei ajuda a fazer a conexão entre as duas fontes. As leis estão disponíveis na internet e podem ser baixadas e encadernadas, caso o candidato não queira comprar.

4 – Anotações na lei
Fazer pequenas anotações no corpo da lei permitirá ao candidato relacionar o texto à teoria sempre que o reler. E é importante fazer isso periodicamente para manter a familiaridade com a letra fria da lei.

5 – Conhecer questões de provas
Nas disciplinas de direito (talvez mais ainda do que em outras), o candidato deve resolver provas anteriores, para conhecer com que profundidade alguns temas estão sendo abordados nos concursos.

LÍNGUA PORTUGUESA

Matéria cobrada em praticamente todos os concursos, a disciplina de português também sofre alguma resistência em razão da quantidade de detalhes, regras e, infelizmente, exceções. Realmente, há coisas na língua que acho que só quem estuda para concurso aprende.

1 – Classe de palavras
Começar pelo básico é sempre interessante, para que o candidato possa ter mais facilidade para compreender os assuntos posteriores. No caso, sugiro um bom estudo das classes de palavras (substantivo, adjetivo, verbo, etc), fazendo bastantes exercícios para ganhar segurança. Praticamente todo o resto do conteúdo se apoiará nesse conhecimento: concordância nominal, concordância verbal, regência, análise sintática, crase.

2 – Regras de acentuação
Alguns pontos podem ser estudados de forma independente, como acentuação, mas é praticamente uma questão de memorizar. Uma boa solução é preparar um quadro com as regras e exceções para estudar regularmente.

3 – Interpretação
Nas questões de interpretação (não há muito como estudar, somente fazer questões de provas para treinar), é importante ter atenção ao que foi pedido: “o autor disse” ou “o autor quis dizer”. Mas isso nem sempre – ou quase nunca – está escrito no enunciado de forma clara, então é preciso cuidado para entender o que está sendo solicitado.

No caso de a questão pedir o que o autor disse, haverá no texto alguma palavra, expressão ou frase que demonstre isso. No segundo caso, a informação pode estar apenas subentendida pelo leitor; no caso, o candidato.

Além de tudo o que comentamos, vale registrar que a preparação para concurso é difícil para quase todo mundo (salvo para uns poucos gênios). Portanto, a sensação inicial de que a tarefa é impossível vai se dissolver aos poucos e será substituída pela percepção de que seremos capazes. E é muito bacana quando percebemos essa mudança. Para chegar lá, é preciso determinação e continuidade.

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/post/esta-com-dificuldades-em-portugues-exatas-ou-direito-saiba-como-estudar.html



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Aprenda a controlar a ansiedade nas provas de concursos públicos

Quase tudo o que se pode dizer a respeito dos concursos públicos tem um único objetivo: o dia da prova. É ali que todo o esforço será coroado – ou não. Uma postura tranquila e inteligente naquelas horas ou uma atitude caótica e desesperada podem definir o resultado de alguns anos de trabalho.

Claro que sempre haverá mais um concurso, e o comportamento durante a prova também pode ser amadurecido. E quem ainda não estiver pronto nesse dia não deve entrar em desespero. Vale fazer o melhor possível e aproveitar a experiência para dar sequência aos estudos. [...]

Vamos agora aos cuidados que devem ser adotados, cronologicamente, para diminuir a tensão.

SEMANA DA PROVA

- Estudo
Aproveite para fazer os ajustes finais nos conteúdos, memorizar informações como prazos, alíquotas, etc e sanar pequenas dúvidas.

São poucos dias e não dá para querer salvar um edital inteiro se o estudo não tiver sido feito a tempo. Nesse caso, é mais produtivo consultar provas anteriores da banca, para conhecer o estilo de questões, os assuntos mais cobrados e partir daí para a teoria. Sem muita expectativa nem ansiedade, porque o estudo deveria ter sido realizado muito antes. O jeito é fazer o que for possível e retomar a preparação com qualidade logo após a prova, para um futuro concurso.

- Atividade física
Apesar do tempo curto, mantenha o hábito de fazer uma caminhada no intervalo dos estudos (ao menos 40 minutos, 3 vezes por semana). Isso melhora as condições do cérebro e garante estabilidade emocional.

- Estratégias de prova
A semana anterior à prova é também o momento de definir a estratégia a ser adotada. Deixar essa escolha para a hora da prova é tomar uma decisão importante em momento de muita pressão, o que pode ser desastroso.

Estabeleça o tempo máximo que poderá ser dedicado a cada matéria, reservando algum tempo para ser usado como coringa, no fim da prova, para questões que ainda não tenham sido resolvidas.

Leve em consideração o tempo de duração da prova, o número de questões e pontuação das mesmas, mínimo exigido para aprovação, e também o nível de conhecimento ou dificuldade diante das disciplinas.

Decida também a ordem de matérias em que vai resolver a prova. Considerando que acontece um pico de adrenalina logo no início da prova, sugiro começar sempre pela matéria em que se tem mais segurança. Afinal, se o cérebro não está no melhor momento, porque colocá-lo em situação de mais dificuldade ainda? Isso só traria mais desconforto, porque podemos ter a falsa impressão de que não sabemos nada, o que pode comprometer irremediavelmente a confiança dali para diante.

Quanto às outras disciplinas, a escolha depende do candidato. Pode ser interessante fazer em seguida matérias que dependem de memorização, como legislação específica, para evitar o esquecimento dos detalhes. É preciso cuidado para não deixar português, que costuma ter textos longos, nem matérias com muito raciocínio e contas para o final, quando você pode estar muito cansado.

VÉSPERA

Programe uma atividade leve e relaxante e inclua uma caminhada.

Organize os documentos e o material que será levado no dia seguinte, inclusive água, algo para comer (fruta, barra de cereais), analgésico.

DIA DA PROVA

Acorde com tempo suficiente para fazer tudo com calma.

Faça uma alimentação leve e saudável. Não é momento de experiências gastronômicas, que podem causar alterações digestivas.

Faça a última checagem do que vai ser levado.

Dê preferência a roupas confortáveis e versáteis: algo mais fresco e agasalho, porque nunca se sabe como estará a temperatura na sala da prova.

Chegando ao local, sugiro que você se encaminhe logo para a sala, para que possa escolher o local para sentar (quando o local não é previamente definido). Observe saída de ar-condicionado, direção de ventilador e incidência de sol, para evitar frio ou calor excessivo. Se possível, evite sentar perto da porta, porque o entra e sai de candidatos desvia a atenção.

DURANTE A PROVA

- Controle da ansiedade
O fiscal da sala comunica o início da prova e o coração da gente dá um pulo – foi dada a largada. Esse é um momento delicado, porque acontece uma descarga de adrenalina (como numa corrida física) e, se você não tiver consciência, pode entrar num ciclo de ansiedade. A adrenalina prepara você para correr, literalmente, e com isso rebaixa algumas funções do cérebro, enquanto privilegia reações físicas. Por isso, o coração bate mais depressa.

Nessa hora, é importante manter a calma. Inspirar e expirar profunda e pausadamente é um ótimo recurso, porque “avisa” ao cérebro que pode desacelerar e retomar as funções normais.

- Branco
De modo geral, o pico de adrenalina passa naturalmente e em poucos minutos. Em casos mais extremos, é quando acontece o temido “branco na hora da prova”, que nada mais é do que um estresse súbito e exagerado. Mesmo nesses casos, você deve se lembrar do que está acontecendo e não entrar em pânico. A respiração pausada fará efeito e você voltará a acessar as informações.

Se for preciso, uma ida ao banheiro pode ajudar: sair de cena, caminhar um pouco e lavar o rosto devem ser suficientes para recobrar o equilíbrio.

- Questões mais fáceis ou mais difíceis?
A primeira providência na prova é garantir o maior número de pontos, gastando o mínimo de tempo. Mas não é o caso de pesquisar quais questões são fáceis e quais são difíceis. O candidato deve ler atentamente cada questão da disciplina escolhida (de acordo com a estratégia já estabelecida) e, se for possível, marcar a resposta.

Se a prova for de múltipla escolha, leia todas as alternativas antes de tomar a decisão, mesmo que ache que já encontrou a opção correta. Há casos de resposta mais correta e também situações em que a pressa pode fazer o candidato deixar de perceber algum detalhe.

Se ficar em dúvida, veja se há algo absurdo a ser eliminado. Anote também, ao lado da questão, alguma informação de que se lembre, mesmo que não seja suficiente para decidir a resposta correta. Todos esses cuidados permitirão um ganho de tempo quando for o momento de retornar à questão.

Se marcou a resposta, passe para a próxima questão. Se não marcou, também. E siga o mesmo procedimento, em toda a prova, respeitando a ordem de disciplinas (ou grupo) estabelecida como estratégia.

Independentemente do que encontrar na prova, mantenha a calma. A prova é igual para todos. Se aparecer algo que você nunca viu, é provável que a maioria dos candidatos também não tenha visto. Outro detalhe: é possível dirimir dúvidas e até encontrar algumas respostas na própria prova, às vezes em outra questão.

- Prova discursiva
Se houver prova discursiva, é interessante desenvolvê-la logo após a primeira passada em toda a prova.
Após a leitura atenta da proposta da questão ou da dissertação, o candidato deve colocar no rascunho as principais ideias ou argumentos que venham à mente, sem muita crítica. Em seguida, fará uma depuração, escolhendo o que será utilizado. Aí sim, é hora de partir para o desenvolvimento.

Se em algum momento sentir que não está rendendo, não perca tempo. Volte para a prova objetiva, para uma segunda rodada de questões. Se já num primeiro momento sentir segurança para desenvolver o texto até o fim, siga e passe a limpo. Isso trará tranquilidade para dedicar à outra parte da prova todo o resto do tempo.

- Cuidados gerais
Mantenha o corpo confortável e sem demandas que possam desviar a atenção do cérebro. Portanto, não sinta frio ou calor (para isso foi indicado levar roupa leve e agasalho), beba água e coma alguma coisa para se manter em boa atividade.

Uma prova de concurso requer dedicação total. É muito importante esquecer todo o resto. Nada existe além de você, a prova e o relógio. Não há cansaço, não há ontem nem amanhã. Mas não perca de vista que você não vai morrer ali e sempre haverá mais um concurso.

- Cartão-resposta
O tempo para transferir as respostas para o cartão deve ser de aproximadamente 30 minutos, mas pode variar conforme o número de questões. Faça isso com extrema atenção, uma questão por vez e depois que terminar de responder tudo o que sabe.

Os chutes finais – não há como saber tudo – podem ser definidos também nessa hora.

Boa prova!

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/post/aprenda-controlar-ansiedade-nas-provas-de-concursos-publicos.html



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Dicas para o dia da prova

O tão esperado dia (ou dias) de prova chegou! Bate aquele nervosismo, dor de cabeça, mãos suando, branco…

Calma! Essa é a palavra chave. Não pense nos concorrentes ao lado e não ache que eles estão mais preparados do que você, tenha confiança! A dica é pensar que o dia da prova é apenas mais um dia comum, mais um “simulado”, como vários que você deve ter feito antes. Se não der certo, relaxe, continue estudando e não desanime! Essa não é a única chance da sua vida e nunca pense que o que estudou foi em vão ou por água abaixo, pois com certeza vai ajudar muito na próxima prova.

O equilíbrio emocional, que é fundamental na hora da prova, se adquire com a experiência. Geralmente, quem mais faz provas de concursos públicos, mais tranquilo está. Então aí vai uma dica: faça algumas provas antes dos concursos públicos que você realmente deseja passar, assim você se habitua ao ambiente de prova, horários, vê o que é importante levar, tem uma noção dos tipos de questão que caem, do cartão de respostas e até se seu corpo aguenta ficar tantas horas sentado. Numa dessas, vale até uma ginástica ou uma massagem antes para deixá-lo mais relaxado.

Dicas Importantes

Relógio

Se no edital não estiver proibido o uso de relógios no dia da prova, tenha um bom relógio, de fácil visualização e confira se a bateria está boa.

Roupas

Use roupas leves e muito confortáveis, lembre-se de que você vai ficar sentado por várias horas! Leve também um casaquinho, se o tempo estiver instável. Frio ou calor pode tirar a concentração do candidato.

Água

Essencial! Leve uma garrafinha de água e a coloque no chão, próximo de sua cadeira. Ajuda a hidratar e relaxar. Mas não exagere na quantidade de água, pois pode dar vontade de ir ao toalete mais de uma vez (e aí perde-se tempo!).

Comece por questões mais trabalhosas

A cabeça no início da prova está mais descansada e isso facilita na resolução de questões mais difíceis. Escolha português (principalmente as de interpretação de texto) e de cálculos (como matemática, estatística e contabilidade).

Cartão de resposta

Deixe no mínimo 30 ou 40 minutos para o preenchimento do cartão resposta. O melhor mesmo é resolver toda a prova e somente no final marcar o cartão. Se deixar poucos minutos para preencher, pode ser que faça na pressa e marque algo errado.

Comida

É bom levar algo para comer, mas dê preferência aos alimentos leves e energéticos, como chocolate, barra de cereais, frutas, etc. Fuja de lanches “barulhentos”, como os salgadinhos, pois vai tirar a sua concentração e a dos outros candidatos.

Redação

É melhor fazê-la por último, quando toda a prova (ou quase toda) estiver resolvida.

Tempo por matéria

O ideal é reservar um tempo médio para cada matéria, esse tempo pode variar de acordo com o grau de dificuldade das questões, quantidade de texto/cálculos, complexidade etc. É importante já ter feito alguns simulados de concursos públicos antes para saber qual é o seu tempo médio por matéria, pois no dia da prova você pode estar mais nervoso e ter uma referência ajudará.

E o mais importante: não se preocupe com os outros candidatos! Se a escola onde você foi fazer a prova estiver lotada, isso não quer dizer nada. Todos tem chance de passar, quem realmente estudou e se dedicou já tem meio caminho andado.

Fonte: http://www.okconcursos.com.br/como-passar/dicas-para-concurso/328-dicas-para-o-dia-da-prova#.VRC658m5fqA



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Quando (e como) é possível conciliar a preparação para 2 concursos?

A regra de ouro de uma preparação para concursos públicos, que temos comentado repetidas vezes, é que o candidato deve escolher uma área e iniciar o estudo pelas matérias básicas. Desta forma, quando sair o edital de um concurso da área de interesse, terá boa parte do conteúdo adiantada.

Mas sabemos que, de maneira geral, o candidato está sempre de olho em algum concurso específico, cujo edital está mais perto de ser publicado. E aí, em tempos de notícias de possíveis atrasos em concursos, surge a dúvida: dá para conciliar mais de uma preparação?

A resposta é: depende. Em alguns casos muito específicos, sim, é possível – veja os exemplos abaixo. Mas é preciso muito cuidado na hora de tomar essa decisão para não querer dois e terminar ficando sem nenhum.

Grande interseção de matérias

Quando os dois concursos têm a maior parte das disciplinas em comum é possível pensar em fazer uma preparação conjunta. É o caso de dois concursos para tribunal (mesmo cargo) ou um para Caixa Econômica e outro para o Banco do Brasil, por exemplo.

Concurso “contido” em outro

Outra possibilidade de estudar para dois concursos simultaneamente ocorre no caso de um concurso mais complexo e outro menos complexo, ambos para o mesmo órgão. Observa-se que quase todas as matérias do concurso mais simples estão também no conteúdo a ser cobrado no outro, com acréscimo de apenas alguma disciplina não muito difícil.

Acontece em cargos de nível médio e superior da mesma área, para o mesmo órgão ou instituição – dois cargos em secretaria de fazenda estadual ou municipal; ou técnico e analista do INSS, para citar alguns – ou até de mesmo nível de escolaridade, sendo que um deles cobra número menor de matérias – auditor e técnico da Receita Federal é um exemplo.

Nesses casos, a preparação deve estar sempre focada no concurso mais complexo, com o acréscimo necessário das matérias complementares do outro concurso.

Bom conhecimento em muitas disciplinas

Depois de muito tempo se preparando de forma séria e adequada, o candidato ganha segurança em um leque bastante vasto de matérias. A participação em diversos concursos, mesmo que culmine em reprovações, serve para ampliar o número de disciplinas em que o conhecimento vai se tornando bem sedimentado.

Lembrando sempre que deve haver uma lógica na escolha de concursos dos quais participar, respeitando-se a área de interesse. Fazer isso de forma caótica resultará em perda de tempo, em vez de aprendizado.

Dessa forma, se houver interesse e necessidade (urgência financeira), é possível lançar-se ao estudo de um edital novo, mesmo que um pouco fora do foco da preparação, caso só seja necessário incluir uma disciplina específica de pouca complexidade.

CUIDADOS ESPECIAIS

1. Checar tópicos

É preciso verificar os tópicos cobrados em cada disciplina, para ter certeza de que realmente há boa coincidência entre eles, e não só no nome das disciplinas. Este cuidado também evitará a surpresa de descobrir que, sob o título de uma disciplina, há assuntos de outras duas ou três. Isso acontece muito em matemática que, não raro, pode incluir matemática financeira, raciocínio lógico e estatística.

2. Planejar o tempo de estudo

É muito importante avaliar se o tempo disponível para estudar será suficiente para incluir o segundo concurso mantendo a qualidade da preparação dos dois. Caso contrário, as chances de aprovação estarão sendo reduzidas à metade – ou à impossibilidade, o que é ainda pior.

3. Focar na primeira prova

A boa estratégia de distribuição de matérias pelos períodos de estudo é essencial para o sucesso dessa empreitada. Deverá ser considerado o peso que cada uma delas deve ter nas provas, o grau de conhecimento do candidato em relação a cada matéria e, se os editais estiverem publicados, o candidato deverá priorizar as matérias comuns e ainda dar especial atenção àquelas que constarão da primeira prova, já que depois será possível dedicar-se totalmente às matérias do segundo concurso.

Considerando-se tudo isso, peço apenas que você não se deixe levar pela ansiedade de “agarrar todos os editais” (presente na maioria dos candidatos, e não sem motivo) e desejo que você tenha lucidez nas suas decisões.

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/post/quando-e-como-e-possivel-conciliar-preparacao-para-2-concursos.html



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10 verdades sobre ser concurseiro que nunca lhe disseram

Começou a estudar para provas de concursos agora ou já está nessa jornada há algum tempo e ainda tem dúvidas sobre o que está fazendo? Confira verdades sobre ser concurseiro que nunca lhe disseram:

1 – Você não quer ser aprovado para ter um bom salário e estabilidade

O discurso é um, mas a motivação é outra! Os salários e a estabilidade são coisas boas, mas, na verdade, o que você quer são os benefícios que esses e outros itens trarão para sua vida: aí o significado é só seu! Então, pare de dizer que você faz concurso para passar na prova. Você faz para ter o cargo, para conquistar bens materiais e a tranquilidade que ocupar esse cargo irão lhe proporcionar.

2 – Sofrer para estudar é opcional, não regra

A cultura de que não há conquista sem sofrimento é uma grande bobagem. Se você tiver em mente seu objetivo bem definido e alinhado com seu propósito de vida – mesmo que o cargo que quer neste momento seja só uma etapa do todo – você dificilmente irá sofrer como defendem que é preciso. Controlar suas emoções – sua possível dor, sua ansiedade – é a melhor maneira de canalizar energia para o que realmente importa: aprender os conteúdos que vão cair na prova. Então, pare de bancar o coitadinho. Você fez uma escolha e nem tudo serão flores, mas no fim valerá a pena. Nada de ficar reclamando pelos cantos.

3 – Você não precisa comprar tudo o que vê pela frente

Ter montanhas de materiais ao seu redor não lhe fará ser aprovado. Ou ainda melhor: comprar tudo o que vê pela frente de materiais e soluções não vai lhe dar a segurança que você está procurando. Sabe o que vai resolver essa sua dor? Planejamento. Invista no que irá usar imediatamente, avalie tudo o que já tem antes de tirar um centavo sequer da carteira. Invista em fontes de qualidade, mesmo que sejam mais caras. Muitas vezes, menos é mais. Desta forma, você – além de economizar – poderá aproveitar oportunidades de conseguir não só negociar como lapidar seu patrimônio concurseiro. E o que fazer com o que não tem mais serventia para você? Doe, venda… passe para frente.

4 – Você deve ajustar o concurso a sua vida e não sua vida ao concurso

Outra grande bobagem que lhe dizem é que você precisa parar tudo o que faz na vida para estudar – está lá no mesmo rol do sofrimento. Dizem que você não pode sair, não pode ter tempo para família, deve abandonar os amigos… Dói só de pensar nisso, né? Então respire fundo: é mentira. Se preparar para concursos públicos é só uma parte da sua vida e não ela toda. Você terá que fazer negociações a que pode não estar acostumado por um tempo, mas nem por isso deve deixar de ter seus momentos de lazer, sua atividade física, um tempo para se cuidar, ficar com a família e amigos. Pode não ser a mesma quantidade de horas, mas, com planejamento – olha ele aqui de novo – você terá como gerenciar tudo isso e não virar uma bomba-relógio esquizofrênica.

5 – Você é quem está sob o controle da sua preparação

Se o seu foco está no dia da aprovação, você está fadado a ter uma ansiedade tão grande que este dia nunca chegará. Imaginar o dia da sua nomeação é uma arma poderosa de motivação. Porém, só pensar nela é um atraso para isso se tornar real. Crie metas semanais de estudo pensando na qualidade do que estudou e não nas horas sentado na cadeira. Tenha certeza de que aprendeu o conteúdo e não que o relógio passou. Como fazer isso? Tenha uma planilha de controle de resultados. Ela pode até ter as horas de dedicação, mas o principal é o quanto você aproveitou, quantas questões é capaz de acertar com o que aprendeu.

6 – O tempo é seu aliado e não inimigo

Coisa linda essa história de falar que não tem tempo para nada… #sqn. Quem não tem tempo para o que precisa fazer é desorganizado, sem planejamento e não um projeto de sucesso. Ser produtivo é fazer tudo o que precisa com tranquilidade, sem desespero ou afobamento. Então, respire. Respire de novo, só para ter certeza. Se antecipe ao edital. Não caia na bobagem de só começar a estudar com edital na praça. Identifique as matérias básicas do cargo que deseja e vá estudando. Você querendo ou não vai levar alguns meses para aprender o conteúdo mesmo… E tem mais uma coisa: não tem uma só pessoa capaz de responder à famosa pergunta “quanto tempo preciso para passar em um concurso tal?”. Quem se dispuser a fazer isso está iludindo você. Sabe por que? Porque depende da sua bagagem sobre os assuntos cobrados, seu tempo disponível para estudar, sua disposição e determinação para fazer isso e ainda de fatores externos, como a publicação do edital e a data da prova. Então, pare de perguntar quando vai passar e mude a pergunta para quando estará preparado.

7 – Você é muito mais inteligente do que imagina

Você acha que concurso é para gênio? Não mesmo. Todo mundo, todo mundo mesmo, tem capacidade de aprender o que é necessário para ser aprovado em uma prova de concurso. Como sei disso? Por que já vi pessoas consideradas medianas na escola ocupando cargos iguaizinhos àqueles dos que eram os primeiros da sala. Se é seu caso, pode até ser que você leve mais tempo e que seu esforço precise ser maior. Mas você tem armas poderosas nas mãos que pode usar: um bom planejamento, um bom controle de resultado e a mais extraordinária delas: a motivação. Volte seus olhos para você mesmo, para os recursos de que precisa para superar seus pontos fracos. São mais de 300 mil oportunidades de vagas todos os anos. Queira de verdade e corra atrás.

8 – A melhor receita de aprovação é a sua

As histórias de sucesso de quem já é servidor público são mesmo inspiradoras, não é mesmo? Dá até uma vontade enorme de fazer exatamente o que aquela pessoa fez, seguir todos os passos para ter o mesmo resultado. Só há uma dificuldade nisso: você não é ela e ela não é você… O método que ela usou pode até ser útil para sua estratégia, mas necessariamente precisa de ajustes. Se você é daqueles que, a cada novo depoimento de sucesso, muda de foco estratégico, saiba que a imagem que as pessoas verão é a de um cachorro correndo atrás do rabo e fazendo um buraco abaixo de si mesmo. Se isso não combina com você, então pare de repetir os outros e tire proveito adaptando cada idéia. Entenda: há o seu jeito de aprender, sua bagagem de aprendizagem e sua expertise, não as jogue no lixo.

9 – O verdadeiro valor da sua aprovação pertence a você e a mais ninguém

Você não tem apoio em casa, seus amigos não entendem por que você quer ser servidor público? Você tem um problema, mas ele é bem menor do que imagina. Converse com quem está em casa, tente explicar que o fato deles não atrapalharem já é ótimo! Se puderem fazer mais alguma coisa, excelente. Quanto aos amigos, tente explicar, mas não gaste energia demais se justificando. O maior interessado na sua aprovação é você. É a você que toda verdade tem que ser dita todos os dias e também será você quem irá sentir todo o valor da aprovação.

10 – Estudar para qualquer concurso não serve

Existe uma lenda no universo de concursos que você com certeza já ouviu: “não importa o concurso, o que importa é passar”. Não tem mentira maior. Mudar de foco a cada edital que sai é um tiro no pé! As disciplinas cobradas em cada área e grupo de cargos são diferentes e também dependem da banca. Então você vai acumular um monte de conteúdos e multiplicá-lo pelos editais que parecem interessantes. Resultado: nunca estará preparado de verdade, nunca será competitivo. E ainda vai ser um concurseiro bem estressado. Então, não serve. Defina um cargo ou uma área de interesse e se dedique. Descubra as bancas comuns que realizam essas provas, as matérias comuns e confira as específicas. É uma decisão que parece difícil, afinal, como abrir mão de tantas oportunidades?? Acredite em mim, sua aprovação chegará muito mais rápido se fizer essa escolha.

Fonte: http://www.sosconcurseiro.com.br/ler-artigo/2151/10-verdades-sobre-ser-concurseiro-que-nunca-lhe-disseram



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Prepare-se para ser aprovado

É importante começar de forma consciente, a fim de evitar frustrações. Por isso, ressalto que é um projeto de médio e longo prazo, ou seja, o sucesso dificilmente chegará em poucos meses. Por outro lado, quando a aprovação vier, você terá conquistado um patamar financeiro confortável para poder cuidar de outros aspectos da sua vida, sejam eles seguir nos estudos, constituir família, dedicar-se a um hobby especial ou o que quer que esteja nos seus planos.

Para que um grande projeto possa ser executado, é interessante transformá-lo em metas, e cumprir cada uma das etapas do caminho até o objetivo final. Veja a seguir os 5 passos principais para o projeto concurso público.

1 – Escolher a área/tipo de concurso

O tempo entre o edital e prova é curto (dois meses, aproximadamente) e fica muito difícil estudar todas as matérias somente durante esse período. Por isso, muita gente tem dificuldade em ser aprovada.

A solução é, antes de tudo, definir o tipo de concurso que pretende prestar, porque ficar “atirando para todos os lados” é uma boa forma de não ser aprovado. Para cada área de concurso é cobrado um grupo determinado de matérias básicas e que podem ser estudadas com antecedência, antes de qualquer edital. Mas essas disciplinas variam conforme a área, daí a necessidade de optar por um estilo de concurso e seguir nele.

Desta forma, é possível você já ter algo em torno de 80% do conteúdo sedimentado quando sair o certame do seu interesse. Quando o edital for publicado, bastará revisar os conteúdos já vistos, com os ajustes necessários, e estudar as matérias específicas daquele concurso – em geral, legislação específica e mais uma ou duas disciplinas.

Para escolher o tipo de concurso, há diversos fatores a serem considerados, além do salário, e o principal deles é a atividade que será exercida. Aquele será o seu trabalho pelo resto da vida, portanto, é preciso ter alguma afinidade. Também cabe observar se o concurso oferece vagas para a sua região ou somente para outras cidades, e se você está disposto(a) a morar em outra localidade.

[...]

2 – Organizar a rotina e definir os horários para estudar

Incluir um projeto como esse requer tempo e dedicação, como se você fosse começar a cursar uma faculdade. Será necessário tempo para assistir às aulas e para sedimentar o estudo. Se você deixar para “o tempo que sobra”, o estudo terá de concorrer com todas as outras atividades da sua vida. Ou, se você dispõe de todo o tempo para estudar, corre o risco de deixar o tempo escoar sem aproveitá-lo. Das duas maneiras, o estudo perderá muito em produtividade e sobrará culpa e angústia.

Assim, o melhor a fazer é organizar a rotina da semana e verificar qual é o tempo possível para o estudo. Já ressalto que não há tempo ideal: há o tempo de que cada pessoa dispõe. [...]

Fazer intervalos durante o dia permite estudar durante mais tempo e com mais qualidade. Assim, reserve 15 minutos de pausa a cada hora e meia ou duas de estudo e um intervalo maior entre turnos de estudo (manhã e tarde; tarde e noite).

Cuide também da sua saúde, porque, a partir de agora, você é um maratonista – e atleta sem saúde não vence prova.

3 – Teoria + exercícios

Há diversas fontes de estudo; são opções excelentes e uma delas será adequada à sua situação. Conheça as principais, suas características e faça a sua opção.

Mas, não importa o tipo de material que você vai escolher como base, o estudo sempre deverá incluir leitura da teoria, resolução de exercícios para facilitar a compreensão e iniciar a fixação natural dos conteúdos, e elaboração de um bom material para revisões posteriores. [...]

Esse é o processo obrigatório para dar conta de tantas disciplinas ao mesmo tempo e ter todo o conhecimento na memória na hora da prova. A propósito, as matérias devem ser estudadas de forma paralela (começando pelas básicas, conforme comentamos acima) para poder avançar em todas ao mesmo tempo.

4 – Provas anteriores

Concluído o estudo da teoria de cada matéria, é chegado o momento de resolver provas de concursos que já aconteceram. Esta é a melhor forma de se adaptar ao estilo de questões que aparecem nas provas, além de permitir que você perceba se há pontos fracos no seu conhecimento e se há tópicos não estudados.

Cuidado para não utilizar provas muito antigas (o ideal são provas até dois ou três anos atrás), porque os concursos vêm ficando mais sofisticados com o tempo e você pode ficar com uma visão equivocada do que deverá encontrar na sua prova. Além disso, é preciso atenção com disciplinas que possam ter sofrido alterações, o que é muito comum em legislação, mas também acontece em outros casos.

Nessa etapa, a rotina será: revisar o conteúdo a partir do material preparado, fazer provas anteriores da disciplina, ver o gabarito, tirar dúvidas e fazer ajustes no material de revisão (se for o caso); e o processo segue assim, ininterruptamente, para cada matéria cujo estudo da teoria tenha sido finalizado.

5 – Concursos

Essa é a melhor (ou pior?) etapa: começar a participar dos editais que saírem para a área que você escolheu.

É a etapa mais interessante, porque, enquanto estudar sem edital requer muita determinação, estudar com edital publicado é adrenalina na veia, o tempo correndo, é “frio na barriga”…

Por outro lado, reprovações são comuns, e quem não estiver bem preparado emocionalmente pode não resistir à frustração. Mas cada insucesso deve ser visto como mais um passo em direção à vitória. Para isso, é importante verificar o que não funcionou, se faltou aprofundar o estudo, se foi distração ou nervosismo na hora da prova. Estabelecer uma boa estratégia para a resolução das questões ajuda a fazer o tempo trabalhar a favor.

Então, essa etapa consiste em: concursos, reprovações (ou não), descobrir as falhas, seguir estudando, participar de novos concursos… Até passar!

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/post/prepare-se-para-ser-aprovado.html



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Como preparar um bom material de revisões para concursos

Quando a gente começa a se preparar para concursos públicos quer logo adiantar o estudo e acha uma perda de tempo preparar material para revisões. De fato, isso toma bastante tempo, mas é absolutamente necessário. Ter um material de apoio enxuto ajuda a rever o conteúdo nas poucas semanas disponíveis entre a publicação do edital e a prova.

O problema é saber o que é importante antes de concluir os estudos. Se as disciplinas não fossem tão longas, o ideal seria preparar esse material quando chegar ao fim do estudo da teoria de cada uma delas e voltar ao início para aprofundá-la.

Como nem sempre é possível fazer isso, uma solução intermediária é apenas sublinhar (de preferência a lápis) as partes mais importantes de cursos em PDF ou livros, fazendo anotações de palavras-chave na lateral da parte sublinhada, para facilitar a busca, se for o caso.

As aulas em vídeo e as presenciais terão de ser transformadas em anotações, que poderão ser sublinhadas em estudo posterior. Desta forma, as informações podem ser encontradas mais rapidamente. E é possível fazer uma revisão global dos conteúdos sem precisar ver todo o material de novo.

Se o edital não sair (ou o candidato não for aprovado naquele concurso), mais tarde, com o “vai e volta” de revisões e exercícios, o candidato vai ganhando discernimento do que é mais importante e de como as informações se relacionam.

Fichas-resumo

Uma opção mais eficiente do que os tradicionais resumos dos tempos de escola são as fichas-resumo. São fichas mesmo ou folhas soltas, que devem ser numeradas, e em cada uma deve ser colocado o nome da matéria e o título do assunto – somente um por ficha, para facilitar a organização.

A ideia é fazer como se fosse uma propaganda: colocar poucas informações (as mais relevantes para lembrar o conteúdo) e de forma visual, ou seja, organizá-las no papel de forma lógica. A fonte teórica pode ser anotada no canto da ficha, a lápis, para que o candidato possa voltar a ela caso sinta dificuldade no momento da revisão.

Exceções, questões mais difíceis ou específicas também devem ser anotadas nas fichas. Afinal, no futuro, será somente esse o material usado pelo candidato.

A ficha deve conter algum espaço para inclusões posteriores. Devem-se usar cores, mas não muitas (como caneta azul, caneta vermelha e lápis). É interessante usar sempre os mesmos códigos (vermelho para alertas, proibições, exceções). E é preciso cuidado para não poluir o papel, porque tudo o que estiver ali será entendido pelo cérebro como informação relevante.

Organização diferente por assunto

A confecção das fichas-resumo não obedece a regras rígidas. Cada tipo de disciplina e de conteúdo se adequa melhor a uma forma de registro no papel. Veja abaixo algumas sugestões de como preparar o seu material:

- Português: a gramática apresenta muitas regras e, quase sempre, exceções. Em alguns casos é válido criar quadros (regras de acentuação, por exemplo).

- Direito: envolve teoria e legislação. Funciona bem anotar as definições teóricas, de forma sucinta, e anotar sempre a base legal, para que possa ser consultada (exemplo: princípio da legalidade – CF, art. 5º, II)
Em alguns casos, quadros também são úteis, como na definição de alíquotas, e sempre que houver necessidade de comparar situações (por exemplo, remédios constitucionais: habeas corpus, habeas data, mandado de segurança e suas características).

- Matemática, estatística, raciocínio lógico: matérias de exatas apresentam muitas fórmulas, que precisam ser memorizadas. Anotar a fórmula é importante, complementando com informações que a expliquem e detalhes de como deverão ser utilizadas (por exemplo, as unidades de tempo deverão ser iguais em fórmulas de matemática financeira).

Atualização permanente

Depois de estudada a teoria, é natural que o candidato aprofunde o conhecimento fazendo questões de concursos anteriores e simulados. Assim, ele pode encontrar tópicos que precisam ser reforçados ou que não foram mesmo estudados anteriormente.

Nesse momento, é preciso buscar o material de apoio (livro ou curso em PDF) para estudar o assunto e incluí-lo no material de revisão.

Vantagens

No início pode ser um pouco difícil saber o que colocar nas fichas e como ordenar as informações. Com o passar do tempo, o candidato vai ganhando experiência e percebe como o recurso torna-se útil. O fato de elaborar as fichas já é de grande utilidade para a fixação e organização do conhecimento.

Mais rápidas de fazer do que um resumo, as fichas permitem organizar e hierarquizar as informações. Elas são mais efetivas porque o cérebro não vê um “bloco de palavras”, mas informações ordenadas e com realce, que ajudam a buscar o conhecimento que está na memória. Com isso, o trabalho de revisão torna-se mais dinâmico e interessante, favorecendo uma melhor concentração.

O uso de folhas soltas permite a substituição de alguma ficha sem comprometer todo o material – quando ficarem muito poluídas ou quando for preciso incluir muitas informações novas (o candidato pode substituir uma ficha por duas, mantendo o mesmo número e acrescentando uma letra para não precisar renumerar tudo, como 3A e 3B).

Todo o conteúdo da matéria ficará agrupado num só lugar, e tudo o que for visto depois também. O conjunto de fichas de cada disciplina é pequeno e pode ser facilmente transportado e consultado sempre que surgir um tempo livre inesperado.

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/3.html



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7 dúvidas sobre a melhor forma de estudar para concurso

Quem começa a pensar em concurso público muitas vezes não sabe por onde começar. Hoje há tantos caminhos possíveis e fontes de consulta que o candidato pode ficar confuso. É mesmo necessário entrar num curso preparatório ou apenas o estudo por apostilas é suficiente? O curso online tem a mesma validade do curso presencial? Estudar com colegas é interessante ou atrapalha? Preciso contratar um consultor (coaching) ou posso seguir sozinho?

Em primeiro lugar, não há jeito certo ou errado. O mais importante é o que funciona para cada um. Como as pessoas têm diferentes perfis, diferentes métodos podem ser adequados. Além disso, muitos deles podem ser conjugados, simultaneamente ou em etapas diferentes da preparação, conforme o candidato for ficando mais maduro e autossuficiente. Ou, no caso de uma matéria mais difícil, por exemplo, que pode ser reforçada por um segundo método de estudo.

Vamos levantar aqui alguns dos métodos mais utilizados, e apontar possíveis vantagens e desvantagens. Isso deverá ajudar você a fazer as suas escolhas e também a evitar armadilhas que possam existir.

1. Estudo sozinho ou faço curso preparatório?
É possível estudar sozinho, e muitos candidatos foram aprovados (mesmo em concursos top) sem nunca ter pisado num curso preparatório. Mas é preciso um perfil muito específico, de alguém que tenha muita disciplina e determinação para vencer sozinho as dificuldades. Normalmente, são pessoas que, em algum momento de sua vida escolar, já fizeram concursos e têm costume de enfrentar grandes quantidades de conteúdos novos sem a ajuda de um professor.

É bastante comum que os candidatos iniciantes pouco conheçam do mundo dos concursos. Para essas pessoas, a convivência com os colegas no curso preparatório ajuda muito a compreender como as coisas funcionam, conhecer as oportunidades que existem e, mais do que tudo, partilhar as mesmas experiências e dificuldades de quem está se preparando para prestar concursos. Isso ajuda a pessoa a não se sentir isolada e com dificuldades intransponíveis, porque descobre que muitos passam por situações semelhantes e estão seguindo adiante.

Isso sem falar no fato de que muitas matérias são absolutamente novas para o aluno. Fica muito mais simples aprender com a ajuda de professores experientes e treinados, cientes de que muita gente em sala nunca estudou aqueles conteúdos.

2. Estudo por apostilas ou livros?
É muito difícil encontrar apostilas de boa qualidade, principalmente para concursos mais complexos. E estudar por materiais que possam conter erros é um risco grande para o candidato.

Para concursos mais simples, é mais viável o uso da apostila, cuidando-se de buscar um material de qualidade.

No caso de livros, o ideal são os produzidos por editoras especializadas em concurso público. Isso porque são mais objetivos e têm linguagem mais acessível ao público leigo (não especializado naquela área). Além disso, são constantemente atualizados e costumam conter exercícios didáticos para fixação e questões de concursos que já aconteceram cobrando cada assunto, o que dá ao candidato uma noção real de como são as provas que deverá enfrentar no futuro.

É preciso cuidado com livros de faculdade. Exatamente por serem voltados para alunos da área, podem ser mais prolixos e incluírem assuntos que não são do interesse do candidato.

3. Cursos online
Cada vez mais difundidos, têm a mesma qualidade dos cursos presenciais e algumas vantagens: evitam o deslocamento do aluno (há, portanto, ganho em custo e segurança). Eles podem ser assistidos em qualquer horário e repetidas vezes. São a solução para quem está longe de um grande centro e não tem curso preparatório de qualidade na redondeza. Também funcionam para quem tem horário de trabalho irregular ou em escala, o que dificulta acompanhar um curso presencial.

O risco é o aluno ir deixando para depois e terminar assistindo aos vídeos no fim do prazo, correndo, sem conseguir aproveitar os benefícios. É preciso ter disciplina. Uma sugestão é marcar dias e hora para as aulas, de acordo com a rotina do aluno, para ter maior proveito.

Além disso, é importante fazer anotações como se estivesse em sala de aula, para depois preparar um bom material de revisões. Se possível, registre a localização exata no vídeo (minutos e segundos) da informação anotada, para facilitar uma consulta posterior, se for o caso.

4. Cursos preparatórios telepresenciais
São um misto de curso presencial e vídeo-aula. São salas de recepção de aulas via satélite ou internet (que podem ser ao vivo ou gravadas), que os alunos assistem de forma presencial. Permitem a troca de informação entre os alunos e os horários são fixos, como no curso presencial. Funcionam, de modo geral, em locais onde há pouca facilidade de acesso à internet nas casas.

5. Cursos em arquivos PDF
Tendência no mercado de concursos, os cursos em PDF são mais baratos do que os livros e mais informais. Se de boa qualidade (oferecidos por sites consagrados no meio), são uma excelente opção para quem tem boa capacidade de disciplina para estudar sozinho. Têm a vantagem de o candidato poder sublinhar as partes mais importantes para depois preparar o material de revisão e também para consultas posteriores em caso de dúvidas. Além disso, o aluno pode imprimir os textos no seu próprio ritmo de estudo, seguindo de forma mais rápida nas matérias ou tópicos em que tiver mais facilidade e de forma mais lenta onde houver mais dificuldade.

6. Estudar em grupo é válido ou atrapalha?
Depende do seu perfil: há quem goste de trabalhar em grupo e há os que preferem ficar sozinhos, sem precisar adequar o seu ritmo ao de outras pessoas. O estudo em grupo ajuda a manter a motivação e o comprometimento, além de tornar a tarefa mais leve e prazerosa. O horário marcado com outras pessoas evita aquela “enrolação” com bobagens do dia a dia que atrapalha o estudo.

Por outro lado, é preciso cuidado para o encontro não ficar “divertido demais” e sem produtividade. E é importante que todos contribuam e ninguém fique na posição de dependência dos outros. Isso não impede que alguém tenha mais dificuldade numa matéria, desde que o grupo seja homogêneo no geral.

7. Construir sozinho a estratégia ou contar com a ajuda de uma consultoria?
A estrada dos concursos públicos é mais ou menos previsível e, de um jeito ou de outro, quem segue em frente em algum momento descobre como fazer e será aprovado. O grande problema é o tempo que isso pode levar, o que faz muita gente desistir antes do fim.

Assim, a conquista mais recente do mercado de concursos públicos é a consultoria ou coaching. Ter alguém que pode oferecer orientação desde os primeiros passos, indicando o que estudar, como estudar e quais materiais utilizar é algo que pode fazer com que o candidato economize muito tempo e dinheiro, porque não faz desvios desnecessários em sua trajetória.

Por ser um serviço relativamente novo, ainda não existe para todas as áreas de concurso. Outro aspecto é que as consultorias têm formatos distintos umas das outras – e preços também. É preciso cuidado na contratação, para saber o que se está comprando e o que será fornecido, a fim de evitar frustrações posteriores.

Outro aspecto é que, mesmo utilizando uma consultoria, o candidato não pode se isentar da responsabilidade pela sua própria caminhada. Quem tem foco e comprometimento tem maiores chances de atingir o objetivo.

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/blog/tira-duvidas-de-concursos/1.html



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